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Em 1915, Chevalier
Jackson estabeleceu que, em caso de dúvida, a broncoscopia deve
ser feita!
A visualização endoscópica
das vias aéreas superiores e inferiores é, nos dias de hoje,
uma técnica regularmente usada em serviços da especialidade.
Trata-se de um método moderno que
constitui um procedimento seguro e de inestimável valor no diagnóstico
e tratamento de um conjunto de doenças do tórax, desde que
efectuado por pessoal devidamente treinado.
A broncoscopia é um procedimento
diagnóstico e terapêutico fundamental em Pneumologia. É
uma técnica pouco invasiva e com baixa incidência de complicações
que necessita de pessoal especializado para a sua realização
e de equipamento e local adequado que permitam optimizar a exploração
das vias aéreas e resolver qualquer complicação que
eventualmente surja.
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A broncofibroscopia
deve ser realizada por um pneumologista.
Os exames broncoscópicos devem realizar-se
preferencialmente em ambiente hospitalar, mesmo que com carácter
ambulatório, por se pressupor um maior conjunto de meios capaz
de garantir uma adequada observação das vias áreas
com um mínimo de risco.
Os exames devem realizar-se numa Unidade
de Endoscopia devidamente apetrechada e mais raramente efectuam-se no
Bloco Operatório, sobretudo as broncoscopias rígidas com
finalidade terapêutica e as pre-operatórias, nas Unidades
de Cuidados Intensivos e na Urgência, mas sempre por pessoal qualificado.
As Unidades de Endoscopia podem fazer
parte integrante dos Serviços de Pneumologia ou integrar uma zona
comum dedicada à realização das actividades endoscópicas
das várias especialidades e de fácil acesso às áreas
de internamento e cuidados intensivos.
É conveniente poder dispor de um
aparelho de imagem que permitam a realização in loco de
técnicas mais invasivas que aumentam substancialmente as possibilidades
diagnosticas.
O tempo médio necessário para
a realização de uma brncoscopia é muito variável,
sendo função da das técnicas complementares de diagnóstico
ou terapêutica a usar.
De um modo geral pode partir-se do princípio
que mesmo quando são necessários actos mais complicados,
representam uma demora inferior a 60 minutos.
O exame é habitualmente realizado
com o paciente acordado, após se ter procedido à anestesia
das fossas nasais e garganta, preferencialmente até às cordas
vocais.
É necessário jejum antes do
exame de pelo menos 6 horas, assim como de um modo geral se deve evitar
ingerir alimentos ou líquidos nas 2 horas após a sua conclusão,
de modo a que cesse o efeito da anestesia local da via aérea superior,
capaz de ocasionar engasgamento.
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