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A Ventilação
Mecânica Não Invasiva (VNI) não é uma técnica
recente: foi inicialmente desenvolvida usando ventiladores de pressão
negativa, descritos em 1840, que foram posteriormente utilizados clinicamente
durante a epidemia de Poliomielite em 1950.
A VNI com máscaras faciais foi intensamente
estudada no início de 1960, em França, por SADOUL, mas não
progrediu devido à má qualidade das máscaras disponíveis.
Mais tarde, em meados de 1990, a melhoria tecnológica do fabrico
das máscaras, associada ao interesse no tratamento da Síndroma
de Apneia do Sono, restauraram o interesse da VNI por máscara facial
ou nasal na insuficiência respiratória aguda em doentes com
insuficiência respiratória crónica de origem neuromuscular.
A VNI na Síndroma
de Apneia do Sono, constitui uma área específica, presentemente
em grande expansão, usando quase exclusivamente aparelhos de CPAP
(Continous Positive Airway Pressure) ou mais recentemente auto-CPAP, cujo
interesse reside no uso exclusivo durante o sono.
Actualmente, a VNI é
cada vez mais usada em pacientes com falência respiratória
aguda ou crónica. É responsável por ter estimulado
a introdução de Unidades de Cuidados Intermédios
Respiratórios em alguns Países europeus, permitindo tratar
pacientes mais graves com insuficiência respiratória fora
dos Cuidados Intensivos.
Nestes casos, são praticamente só
utilizados ventiladores com dois níveis de pressão, uma
inspiratória e outra expiratória, vulgarmente designados
por BiPAP (Bilevel Positive Airway Pressure).
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